Fabiana Luft - Uni Indeterminada


 

Nome: Fabiana Luft Bavaresco



Class: ‘25



Universidade: Indeterminado



Major: Engenharia Química

 

Por que você decidiu estudar fora?


"Como eu sempre me interessei por tantas áreas diferentes - desde química à história da arte -, um currículo mais flexível como o dos Estados Unidos ia me permitir continuar estudando todos esses tópicos. Acho muito legal como esse currículo consegue contemplar e valorizar aquilo que torna cada estudante único.

Além disso, ter uma perspectiva global das coisas ia me proporcionar muito mais oportunidades profissionais e chances de conhecer pessoas incríveis."



Por que escolheu esse major?


"No primeiro ano do ensino médio, fiz parte do Programa de Iniciação Científica Júnior da PUCRS e acabei acompanhando uma engenheira química que estava obtendo um mestrado em Tecnologia de Materiais. Ela estava estudando o efeito de diferentes aditivos no processo de biodegradação de polipropileno, um assunto muito pertinente hoje em dia. Foi ali que eu percebi que os egenheiros químicos têm um grande papel no sentido de explorar recursos naturais com responsabilidade e otimizar processos químicos de forma sustentável. Me apaixonei por esse campo da Engenharia Química e fiquei com vontade de continuar pesquisando formas de melhorar a saúde ambiental do Brasil."



Qual foi a parte mais difícil do processo de application?


"Mesmo antes de aplicar, eu me considerava uma pessoa razoavelmente independente, e fazer escolhas sobre questões acadêmicas (como quais extracurriculares fazer, quando e o que estudar, o que priorizar, etc.) não era algo difícil. Mas ter que decidir pra onde aplicar, sobre o que escrever no meu personal statement, em que datas fazer os testes padronizados, entre outras coisas, foi um grande desafio pra mim, por dois motivos: essas escolhas definiriam o meu futuro acadêmico; e, principalmente, eu estava tomando essas decisões 100% por conta própria. Então foi um processo importante me conhecer melhor e descobrir quais eram as minhas prioridades e preferências, e no final do processo percebi que a minha autonomia tinha se desenvolvido muito!"


Que dica daria para quem pretende aplicar?


"Uma palavra: organização! Chega um ponto durante o ano de application que fica difícil se achar entre datas de SAT e de simulados, prazos de envio da application e de documentos financeiros, etc. Por isso, além da minha agenda com compromissos, eu tinha um caderninho pra anotar tudo que eu achava importante sobre o processo, tipo deadlines, dicas pra escrita e pra entrevistas, todo tipo de coisa. Assim, ficava tudo em um só lugar. Pro college research, recomendo uma planilha com todos os critérios que tu acha importante em uma universidade e espaços pra ir descrevendo as tuas impressões do lugar (sobre o currículo, os clubes, o campus, etc.)."



Qual é a sensação, depois de aplicar, de receber, finalmente, o tão esperado resultado?


"Ter sido aceita na Georgia Tech - mesmo isso que tenha acontecido em dezembro - ainda é uma lembrança que me traz muita alegria e uma perspectiva incrível do meu futuro. 2020 foi sem dúvida o ano mais desafiador da minha vida até agora, e o fato de eu ter conseguido uma aprovação (e talvez mais algumas nas próximas semanas, quem sabe?) nesse ano em específico me deixa ainda mais orgulhosa e consciente das minhas capacidades."



Pretende se envolver com atividades extracurriculares e clubes?


"Com certeza! Quero me envolver com organizações ambientais estudantis, que promovam iniciativas verdes no campus, e também fazer parte da Society of Women Engineers, que tem capítulos em várias universidades. Na SWE eles unem várias estudantes de engenharia que aprendem sobre essa carreira juntas, fazendo workshops, cursos, e atividades de integração no geral. Também pesquisar com algum faculty member e depois fazer uma independent research estão no topo da minha lista. Fiz um projeto de pequisa durante o ensino médio que foi fundamental à minha formação acadêmica e à minha conexão com a comunidade ao meu redor, e me imagino fazendo pesquisa ainda por muitos anos.

Também me interesso em participar de algum clube de alemão pra não perder a prática da língua, que é muito importante pra mim. E, como eu me interesso bastante por artes e trabalhos manuais, eu ia adorar me envolver com clubes de artes ou de tricô (que eu sei que muitas universidades têm!)."